O presente estudo teve como objetivo analisar a inserção dos conteúdos relacionados à Gestão Esportiva nas matrizes curriculares dos cursos de Educação Física das universidades brasileiras. Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, de abordagem qualitativa, que utilizou as bases SciELO, Portal de Periódicos CAPES e Google Acadêmico, incluindo produções publicadas a partir de 2018, além de marcos legais pertinentes à formação. Os achados indicam que, embora haja previsão normativa para o desenvolvimento de competências em gestão, observa-se flexibilidade na organização curricular e baixa oferta de disciplinas específicas, especialmente na Licenciatura, com predominância de componentes teóricos e reduzida presença de estágios na área. Conclui-se que a Gestão Esportiva ainda não se consolida como eixo estruturante da formação em Educação Física, evidenciando a necessidade de maior articulação entre teoria e prática e ampliação das discussões acadêmicas sobre o tema.
Autores(as): Felipe Augusto Mamona de Almeida1 , Henrique Santiago e Silva1, Marcus Vinicius Nascimento Oliveira1, André Ricardo da Luz Almeida2, Jéssica Santos Passos Costa3, Marcelle Esteves Reis Ferreira2
O presente estudo tem por objetivo analisar a intervenção da Terapia Ocupacional na estimulação sensorial de pacientes com deficiência visual. A deficiência visual compromete a capacidade de realizar atividades diárias, impactando significativamente a qualidade de vida das pessoas com esta deficiência. A Terapia Ocupacional utiliza diversas técnicas e abordagens para estimular os sentidos remanescentes, promovendo a independência e a funcionalidade desses pacientes. Esta revisão narrativa da literatura explora as estratégias utilizadas, os resultados obtidos e as implicações para a prática da Terapia Ocupacional. Concluiu-se que a intervenção da Terapia Ocupacional na estimulação sensorial de pacientes com deficiência visual mostra-se uma abordagem eficaz para a promoção de autonomia, bem-estar emocional e adaptação às atividades diárias. Entretanto, há desafios a serem superados, especialmente no que se refere à adoção de tecnologias assistivas e à necessidade de uma maior acessibilidade.
Autores(as): Jenifer Santos Lino1, Karoline Santos Mendes1, Mislane Lima dos Santos1, Marcelle Esteves Reis Ferreira2, Marilvia Almeida de Oliveira Claudino2, Rosângela Costa Sampaio2
O cuidado com feridas constitui uma prática essencial na saúde, envolvendo profissionais de diferentes áreas e requerendo conhecimentos específicos sobre cicatrização, prevenção de infecções e seleção adequada de curativos. As feridas podem surgir por diversas causas e apresentar características variadas, o que exige avaliação criteriosa e condutas baseadas em evidências. O processo cicatricial depende de múltiplos fatores, incluindo condições sistêmicas, nutrição, presença de infecção e intervenções corretas. Nesse contexto, o manejo adequado contribui para reduzir complicações, melhorar o conforto do paciente e promover recuperação mais rápida. Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura, reunindo publicações entre 2015 e 2025 que abordam os cuidados com feridas, tecnologias disponíveis e atuação interdisciplinar no tratamento. Os resultados mostram avanço significativo no uso de coberturas modernas, biomateriais, nanopartículas e terapias como pressão negativa, além da importância do diagnóstico laboratorial e da avaliação clínica integrada. As evidências destacam que nenhum curativo é universal e que a escolha deve ser individualizada, considerando tipo de ferida, exsudato, presença de infecção e objetivos terapêuticos. Também se observou impacto positivo de intervenções educativas, estratégias preventivas e monitoramento sistematizado, especialmente em pacientes com doenças crônicas. A discussão evidencia que a atuação conjunta de enfermeiros, fisioterapeutas e biomédicos é fundamental, pois cada área contribui com competências específicas que fortalecem o cuidado integral. Conclui-se que o manejo de feridas exige atualização contínua, postura crítica e integração entre tecnologias emergentes e boas práticas clínicas, garantindo segurança, eficácia e melhores desfechos terapêuticos.
Autores(as): Ana Júlia dos Santos de Santana1, Gabrielle Paula dos Reis Belé1, Mariana Maia dos Santos Almeida1, Bianca Lima e Santos Figueredo2
O envelhecimento populacional tem contribuído para o aumento da incidência de doenças crônicas não transmissíveis, entre elas o Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das principais causas de incapacidade funcional, dependência e comprometimento da qualidade de vida em idosos. Nesse contexto, a Terapia Ocupacional destaca-se como componente essencial no processo de reabilitação, ao atuar no controle das sequelas pós-AVC e na promoção da autonomia, independência e participação social. Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar as intervenções da Terapia Ocupacional no controle de sequelas pós-AVC em idosos, identificando suas contribuições para a funcionalidade, independência, qualidade de vida e seus impactos psicológicos e sociais. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de natureza descritiva e abordagem qualitativa, realizada nas bases SciELO, PubMed, LILACS, BVS, Frontiers, MDPI, AOTA/AJOT, JMIR, Cuestiones de Fisioterapia, Iranian Rehabilitation Journal, ResearchGate e Repositório Monash Health. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, em português e inglês, disponíveis gratuitamente e em texto completo. A amostra final foi composta por 15 (quinze) estudos. Os resultados evidenciaram que as principais intervenções da Terapia Ocupacional envolveram o treinamento em atividades de vida diária, programas interdisciplinares, uso de tecnologias assistivas e realidade virtual, promovendo melhora significativa na independência funcional, cognição, engajamento social, saúde mental e percepção de qualidade de vida dos idosos. Conclui-se que a Terapia Ocupacional exerce papel indispensável na reabilitação de idosos pós-AVC, contribuindo para o controle das sequelas, a recuperação integral do indivíduo e a promoção de um envelhecimento ativo, participativo e com maior qualidade de vida.
Autores(as): Edneia Gonçalves de Souza Jesus1, Monnique Santos Reis Cruz 1, Tomires dos Santos Cezarinho Filho 1, Marcelle Esteves Reis Ferreira 2
O uso de telas tem sido amplamente discutido no século XXI devido aos possíveis impactos no desenvolvimento infantil, considerando que a tecnologia está cada vez mais presente na rotina das crianças, podendo causar alterações no comportamento, no desempenho escolar e em aspectos relacionados ao desenvolvimento cerebral, especialmente quando ocorre de forma precoce e sem mediação adequada dos responsáveis. Objetivos: Conscientizar sobre as consequências do uso inadequado de telas em idade não recomendada, reforçando a importância de práticas educativas saudáveis durante o desenvolvimento infantil. Pesquisa coletiva do tipo revisão de literatura, utilizando materiais científicos selecionados nas plataformas SciELO, Google Acadêmico e Portal de Periódicos CAPES, priorizando estudos recentes. A literatura aponta que são diversos os impactos perceptíveis provenientes do mal uso da tecnologia em idade inadequada, como por exemplo, comprometimento do sono e desempenho escolar, alteração de comportamento, entre outros. Para um desenvolvimento adequado e mais saudável das crianças, é essencial que elas sejam inseridas em um ambiente que favoreça o bem-estar e ofereça estímulos compatíveis com sua idade, sem que tenham seu desenvolvimento comprometido.
Autores(as): Stephanie Micaele Santos Ribeiro1; Giovanna da Silva Macêdo1; Sofia de Brito Lima1; Ana Beatriz Silva Veras Batista1; Yandra Bezerra Alves1; Bianca Lima2
A pele, maior órgão do corpo humano, exerce funções essenciais de proteção e manutenção da homeostase. O envelhecimento cutâneo, especialmente o fotoenvelhecimento causado pela radiação UV, leva a alterações estruturais que resultam em perda de firmeza, elasticidade e vitalidade. Embora tratamentos estéticos convencionais ofereçam melhora superficial, muitas vezes não alcançam regeneração tecidual profunda, o que incentiva a busca por terapias mais eficazes, como os exossomos. Objetivo: Avaliar o potencial dos exossomos derivados de célulastronco mesenquimais no rejuvenescimento estético, investigando seus mecanismos biológicos, benefícios e desafios para aplicação clínica. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa de literatura com abordagem qualitativa. As buscas foram conduzidas nas bases PubMed, SciELO e Google Acadêmico, contemplando publicações dos últimos 20 anos. Utilizaram-se descritores em português e inglês relacionados a exossomos, regeneração cutânea e estética. Foram incluídos estudos experimentais, pré-clínicos e clínicos que abordassem diretamente o uso de exossomos em regeneração tecidual, excluindo trabalhos sem rigor científico e pesquisas direcionadas a outras áreas, como oncologia e cardiologia. Resultados: Os estudos selecionados mostram que os exossomos transportam proteínas, lipídios, mRNAs e microRNAs capazes de modular proliferação celular, angiogênese, processos inflamatórios e síntese de colágeno. Exossomos derivados de célulastronco mesenquimais estimulam fibroblastos, promovem aumento de colágeno e elastina e favorecem reparação profunda, apresentando menor toxicidade e maior precisão terapêutica quando comparados a técnicas tradicionais. Conclusão: Os exossomos representam uma estratégia promissora no rejuvenescimento estético. Entretanto, sua aplicação clínica ainda requer padronização de protocolos, definição de doses e validação por estudos de longo prazo.
Autores(as): Joyce Sena Barros¹, Julia Oliveira Rodrigues¹, Mariana Ramos Fonseca¹, Yasmin da Silva Souza¹, Bianca Lima² 1 Discentes do Centro Universitário Nobre, Feira de Santana, Bahia, Brasil
A psoríase é uma doença inflamatória e crônica de pele, que está associada a fatores genéticos e ambientais e que tem origem autoimune. Sua fisiopatologia ocorre por meio da liberação de citocinas e moléculas próinflamatórias que desencadeiam a proliferação de queratinócitos e a perpetuação do ciclo inflamatório cutâneo. Os tratamentos da psoríase normalmente incluem o uso de antiinflamatórios e corticosteroides, além do uso de fitoterápicos de aplicação local. Objetivo: Analisar o potencial anti-inflamatório e imunomodulador da alfavaca (Ocimum basilicum) e sua aplicabilidade como tratamento complementar da psoríase. Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura. A busca foi realizada nas plataformas Pubmed, BVS, Google Acadêmico e Scielo utilizando os descritores “psoríase”, “alfavaca” e “Ocimum basilicum”. Foram selecionados artigos que abordassem conceitos gerais e a relação entre a planta e a doença, respeitando os critérios de inclusão previamente definidos. Os estudos analisados apontaram a existência de compostos bioativos na composição da alfavaca (Ocimum basilicum) capazes de diminuir o estresse oxidativo, inibir citocinas pró-inflamatórias e atuar na modulação da resposta imune, destacando suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e imunomoduladoras, que podem ser benéficas no tratamento da psoríase. Concluiu-se, portanto, que a alfavaca pode ser utilizada como tratamento complementar da psoríase, tendo sua eficácia comprovada em vários estudos.
Autores(as): Clara Lavine Santos Pereira1, Isabelle Gomes Teixeira1, João Guilherme Pedroza dos Santos Pinto1, Marla Dias Silva1, Polyana Cerqueira Pereira1, Victor Teles de Oliveira Rocha1, Bianca Lima e Santos Figueredo2
Revista Saúde UNIFAN volume 5, número 1 (2025.1)
Revista Saúde UNIFAN volume 4, número 2 (2024.2)
Revista Saúde UNIFAN volume 4, número 1 (2024.1)
Revista Saúde UNIFAN volume 1, número 2 (2021.2)
Revista Saúde UNIFAN volume 3, número 2 (2023.2)
Revista Saúde UNIFAN volume 3, número 1 (2023.1)